segunda-feira, 7 de abril de 2008

Os Trópicos em exposição

Arina Paiva

O mundo tropical exalta a curiosidade de muitos por seu exotismo, diversidade e clima. É exatamente esse mundo de imagens diferentes que a exposição “Os Trópicos – Visões a partir do centro do Globo”, revela. Com a mistura de arte antiga e contemporânea, a exposição se torna inovadora e inusitada e constrói uma ponte entre o passado e o atual.

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a exposição com cerca de 130 obras, com trabalhos das regiões tropicais da Ásia, Oceania, África e América Latina, do Museu Etnológico de Berlim, considerado um dos mais importantes do mundo. A mostra evidencia que quando a arte é verdadeira ela permanece, não importa se foi produzida hoje ou há 200 anos, afirma a artista plástica Joana Batista, que fez questão de conferir a exposição pessoalmente.

Com a curadoria de Alfons Hug, Viola König e Peter Junge, a exposição reúne trabalhos de mais de 21 artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros que se misturam com obras do passado através de esculturas, fotografias, instalações, pinturas e vídeos atuais. A mostra é dividida em cinco grupos temáticos: Natureza e Paisagem, Imagens do Ser Humano, Poder e Conflito, Cor e Abstração e Sons dos Trópicos.

O “Furor Latino” é representado por Pilar Albarracín, que fez um vídeo com música típica e uma mulher que passa o tempo todo dançando. Mas o diferencial está no close do vídeo, os seios da mulher que ao final trazem uma surpresa. Os rituais também aparecem através de vídeos. Um berimbau elétrico surpreende no meio do caminho. O público senta e assiste a dois vídeos simultaneamente com imagens que retratam o mundo, isso criado por Marcel Odenbach em “Em águas clamas crocodilos guardam a presa”.

Roupas típicas também fazem parte do espetáculo, como o “Manto da noiva” (Odahni). Feito na Índia, na segunda metade do século XX, com seda bordada com linha de metal e pérolas. Fernando Bryce apresenta a séria “Mar do Sul”, com figuras que parecem saídas de histórias pitorescas. Também faz parte da exposição a conhecida “Cabeça de Buda”, da Tailândia, feita de bronze no século XIV. Fiona Tan com sua videoinstalação “Chuva”, provoca a curiosidade dos estudantes Marcelo e Eduardo na procura por erros. “É um jogo de sete erros”, diz Marcelo Duarte. Já para Eduardo Silva, “o problema está na posição que você vê a cena”.

A Indonésia, Índia e África são representadas com grandes máscaras de povos nativos de meados do século XX. Da Nova Guiné uma madeira entalhada e pintada que representa a figura de um espírito de caça. Sua sombra reflete garras prontas para atingir sua caça. Thomas Struth do Peru leva para tela a beleza do verde da floresta. Cândida Höfer na série “Jardim Zoológico” retrata pedaços de um zoológico em seus detalhes.

Serviço:Exposição “Os Trópicos – visões a partir do centro do globo”Centro Cultural Banco do BrasilRua Primeiro de Março, 66 - CentroDe terça a domingo, das 10h às 21h.Classificação livre / Entrada franca

Voltar

Links:

Centro Cultural do Banco do Brasil
Museu do Índio

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Rita Ribeiro faz show de encerramento da turnê Tecnomacumba, hoje, no Canecão


Raphael Freitas


Há quatro anos, a cantora maranhense, Rita Ribeiro, tirou da gaveta um projeto que visava à mistura de ritmos afro-brasileiros com um toque de música eletrônica. O resultado foi o disco Tecnomacumba, álbum que recebeu críticas positivas do público e da mídia especializada, e vendeu 15 mil cópias. Agora, a cantora encerra a turnê baseada no CD, com um show no Canecão, amanhã.
Segundo a intérprete, Tecnomacumba surgiu de um trabalho de pesquisa, elaborado pela própria, onde a musicalidade dos cantos de terreiros do candomblé foi o ponto de partida para a produção do projeto. Depois a variedade musical moderna deu o tom final da produção.
Já visto por mais de 100 mil pessoas, Rita destaca dois momentos marcantes da turnê.
- Tive duas apresentações que vão ficar na minha memória. O primeiro foi no Teatro Rival BR, onde o público presente me pediu que gravasse um CD com as versões do show. A outra foi no lançamento da turnê no Canecão, onde recebia a participação especial de Ney Matogrosso, Beth Carvalho e Alcione. A casa estava lotada, e realmente, foi emocionante – comentou Rita, que para o futuro pensa em produzir algo totalmente diferente, como um CD acústico de baladas musicais.

Tecnomacumba encerra amanhã, em única apresentação, no Canecão – Petrobrás (Rua Venceslau Brás, 215 –Botafogo). Às 20h30. Ingressos: R$ 30. Mais informações: 2105-2000.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Harry Potter é o melhor na opinião dos ingleses


Roberta Diniz


A trilogia de 'O Senhor dos Anéis' foi eleita pelos britânicos como a melhor adaptação cinematográfica da literatura infantil, desbancando o bruxinho Harry Potter.
Segundo uma pesquisa divulgado nesta quarta-feira pela videolocadora LOVEFiLM, as adaptações do romance do britânico J.R.R. Tolkien ficaram em primeiro, seguidas dos filmes de Harry Potter, baseados nos livros da britânica J.K Rowling.
A adaptação de 'A Fantástica Fábrica de Chocolate', do britânico Roald Dahl, ficou em terceiro lugar; seguida de 'As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa', de Clive Lewis.
A LoveFilm entrevistou mais de mil pessoas para chegar a estes resultados.
Estes filmes superaram clássicos como 'O Mágico de Oz', adaptação do romance do americano L. Frank Baum, que ficou em quinto lugar; seguida de 'Mary Poppins', da australiana P.L. Travers, e 'Quando o Coração Bate mais Forte', baseado no livro 'The Railway Children', da britânica Edith Nesbit.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Oficina de Introdução a Técnicas de Rádio a R$35,00.

Jane Carvalho
A UNIRR oferece Oficina de Introdução as Técnicas de Rádio, nos dias, 4 e 6/12/2007 ás 8:30h.
A UNIRR (União e Inclusão em Redes de Rádios) é uma ONG que visa unir o Rádio à inclusão social, no Brasil e até em algumas partes do mundo.
A UNIRR existe há 12 anos, e por ser uma entidade sem fins lucrativos, incentivam através de preços acessíveis as oficinas de capacitação de rádio para aqueles que estejam interessados em aprender técnicas de Rádio e saber um pouco mais da importância da inclusão social.

Os preços são acessíveis por se trata de uma ONG e tudo que é arrecadado, é para pagar os capacitadores (que fazem o trabalho semi-voluntário).
A UNIRR dispõe de profissionais que atuam no rádio, televisão, além de professores universitários e ex- alunos.
As oficinas são de curta duração (de 2 a 6 aulas) e sai a R$35,00 por aluno. Nestas oficinas desenvolvem se técnicas de rádio, tais com:
Locução, reportagem, técnica vocal, entrevista, spot, texto, etc.
Existe também um curso chamado ”Comunicador Integral”, que tem duração de seis meses. Este curso por ter um conteúdo e carga horária maior, custa um pouco mais (R$130,00). Mais do que habilidades técnicas a UNIRR se compromete a tornar o aluno um “Comunicador Integral”.
Afirma Felipe Barreto (coordenador de fortalecimento institucional), que “não somos um cursinho de rádio. Somos uma ONG que faz capacitação radiofônica”.
No ano que vem haverá mais uma edição do Comunicador Integral. E dependendo da demanda de alunos as oficinas acontecem sempre.
Aos interessados as inscrições estão abertas para a Oficina de Introdução a Técnicas de Rádio.
Para maiores informações 2532 9942 ou acesse o site da UNIRR:

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Estréia a Mostra Impressões Visuais em São Paulo.




Anne Caroline Germano

A mostra Impressões Visuais estreiou no dia 11 de novembro. A exposição reúne 108 fotos, selecionadas pelo curador João Kulcsár, sobre a história do Brasil e Estados Unidos nos últimos 50 anos. Os visitantes poderão ver fotos memoráveis como a da queda do presidente Collor, de Martin Luther King e o assassinato de John Kennedy.

Impressões Visuais está comemorando os 50 anos da Comissão Fulbright, que administra um programa, criado nos Estados Unidos após a segunda guerra mundial com o objetivo de ampliar o entendimento entre os países capitalistas. Para o fotógrafo Carlos Astral, a exposição é de grande importância porque “Uma exposição como essa é importante não só pela qualidade das fotos, mas pela importância histórica que ela representa, principalmente para os mais jovens, que não participaram por exemplo das diretas já ou a queda do Collor. Do ponto vista artístico, eu particularmente gosto muito, afinal estamos tratando de fotos, que têm mais de 60 anos.” Carlos Astral era médico e depois que se aposentou resolveu fazer um curso de fotografia. Apesar de morar no Rio de Janeiro, estará em São Paulo para prestigiar o evento.

As fotos em exposição foram cedidas por arquivos de jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Washington Post e New York Times e também pelo Museu do Imigrante, Instituo Moreira Sales, entre outros. Das 108 fotos, 17 delas já receberam prêmios como Pulitzer, Esso e World Press Photo.

A exposição estará na Galeria Olido de 11 de novembro a 9 de dezembro, de terça a sábado, das 12h às 21h30. A entrada é franca e o endereço é Av. São João, 473, São Paulo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

PANorâmicas- imagens dos Jogos Pan-Americanos

Veimires Lavôr

O fotógrafo Fernando Maia reúne na exposição PANorâmicas no Centro Cultural da Justiça Federal 53 fotografias da Agência O Globo feitas durante os Jogos Pan-Americanos de 2007.

A mostra também reúne outras imagens apresentadas simultaneamente em dois telões e em um monitor com fotos dos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo - República Dominicana de 2003.

Fotógrafo do Jornal O Globo há 21 anos, Fernando Maia revela através de suas lentes que O Brasil não é só o país do futebol. As imagens expõem corpos de atletas em momentos de superação de limites, demonstração de força e coragem, na hora da conquista de medalhas e da comemoração da vitória.

São homens e mulheres que saltam, nadam, correm, e que mostram cada um na sua modalidade de esporte que o Brasil é um celeiro de talentos no esporte.

Para a estudante e fotógrafa Luciana Mattos cada foto revela um momento único. “São imagens de superação, vitórias e de muita alegria para nós brasileiros. É muito bom rever esses momentos e também vê outros que são impressões do próprio fotógrafo”, revela a estudante.

Os trabalhos mais marcantes de Fernando Maia são as coberturas de Copas do Mundo, das campanhas e posse do presidente Lula e das visitas do Papa João Paulo II ao Brasil.

A mostra é gratuita e pode ser conferida de terça a domingo, das 12h às 19h, nas galerias do 2º andar, e fica em cartaz até o dia 19 de dezembro.

Sucessos do passado e do presente


Martha Ferreira



A Casa França Brasil realizará uma grande exposição com o tema “180 anos da Indústria brasileira”, do dia 16 de outubro a 18 de novembro. A mostra conta com cerca de 250 peças que retratam o desenvolvimento da indústria, passando pelo primeiro produto feito no Brasil, um par de sapatos, até um braço mecânico utilizado para a montagem em uma fábrica automobilística, nos dias de hoje.

A exposição também conta com um acervo de imagens e sons, o visitante poderá passear pelos módulos divididos em décadas ouvindo sons típicos de indústrias, bondes, músicas que fizeram e fazem sucesso até hoje. A assistente social, Lourdes Couraça afirma: “Um espetáculo, eu tive a sensação de estar passeando pelas décadas do século XX, com o ruído dos bondes, o maquinário do começo da industrialização. Tudo foi muito bem elaborado”.

Alguns destaques do salão são o automóvel Rome-Isetta, de 1956 o primeiro feito veículo feito no Brasil, e o avião Paulistinha de 1940. As peças foram reunidas no período de 120 dias, de coleções particulares e de empresas, revelando artefatos que vão do retrô ao moderno, como o vinil, o gramofone, MP3, o cubo mágico que fez sucesso na década de 80, máquina de escrever, garrafas, a maquete de uma plataforma petrolífera, um reator nuclear... e muito mais.

A Casa França Brasil fica na Rua Visconde de Itaboraí, 78, no Centro da Cidade, seu horário de funcionamento é das 10:00 às 20:00, com entrada livre. A exposição também conta com cerca de 22 atores vestidos com roupas de épocas explicando diversas passagens de cada década.

Oi Noites Cariocas agora no Píer Mauá

Ricardo Corrêa

Já começou a nova temporada do Oi Noites Cariocas, dessa vez em novo endereço: Píer Mauá. Desde o dia 9 de novembro que as apresentações estão acontecendo no espaço da Zona Portuária do Rio. A estréia, com Jorge Benjor, não foi uma das melhores, mas no dia seguinte, com o show de Rita Lee, o público apareceu em maior quantidade.

“Já era freqüentador do Morro. Aqui, já vim no show do Benjor e da Rita e ainda quero pegar o Nando Reis. Isso aqui vai bombar”, comentou Milton Raeli, corretor de imóveis, no sábado, 17 de novembro, dia da apresentação do Paralamas do Sucesso.

Quando iniciou, na década de 80, no Morro da Urca, o Noites Cariocas era organizado por Nelson Motta. Em 2004, voltou com o comando de Alexandre Accioly. Hoje, em novo endereço, espera-se o mesmo sucesso dos anos anteriores.

Para Thyago Miranda o preço do ingresso é alto. "Antes, a meia entrada dos R$ 80 era R$ 62 ou coisa parecida, justificando que o bondinho não tinha direito a meia entrada. O ingresso continua 80 reais. Só a meia entrada é que foi pra 40 mesmo", afirma o estudante.

As apresentações serão, na maioria das vezes, às sextas-feiras e aos sábados, com uma exceção para o dia 13 de dezembro, quinta-feira, que terá a apresentação de O Rappa. A partir de janeiro, haverá apresentação aos domingos, sempre à tarde.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Obras de arte nas areias cariocas

Arthur Toledo

Quem passeia pela praias do Rio de Janeiro já está acostumado a ver as belas esculturas feitas somente de areia e água. Somente na praia de Copacabana são diversas espalhadas, com uma grande variedade de temas, Maracanã, mulheres de biquíni, golfinhos e Iemanjá.

O artista Issac Medeiros, de 37 anos, tem três esculturas na orla. Uma são golfinhos e do lado à santa ceia, e em outro lugar uma Iemanjá que está terminando. “Os turistas gostam muito dos golfinhos, por ser ligada a natureza. Já alguns brasileiros preferem a da Santa Ceia, que tem ligação com a religião católica.”


Cada um que fotografa contribui com dois reais, mas Issac também diz que aceita em dólar. “Tem gringo que coloca dólar, o máximo que já recebi acho que foram dez dólares”. “Mas real é melhor porque ai não tenho trabalho de trocar”. Diz rindo o artista das areias de Copacabana.


Quem quiser apreciar as esculturas basta andar alguns minutos que certamente irá passar por alguma, é mais uma das belezas do Rio de Janeiro, e tradicional na cultura da cidade maravilhosa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Projeto "Viva em cena" forma artistas completos

Amanda Farias

Dança, circo, música e interpretação. É assim que o Espaço Versátil Ópera Brasil contribui para o desenvolvimento da cultura do país e acredita cada vez mais na formação de artistas completos espalhados pelo mundo do teatro, da dança e do circo. E com o Projeto Viva em Cena, é realizada a formação de excelência artística.

No Brasil o mundo da arte possui um tipo de desvantagem em sua formação. Geralmente os artistas possuem apenas um tipo de especialização e esse projeto foi criado justamente visando à indústria do entretenimento, que atualmente se mostra como a indústria do futuro. “Ele foi pensado em cima das necessidades do artista, e sua formação completa. O que em muitos lugares não oferece.”, justifica Sarah Christina, coordenadora do Espaço.

Como algumas pessoas sabem, o artista no Brasil possui algumas necessidades. Inclusive financeiras, por muitas vezes trabalhar de forma independente, sem rendas extras. “O projeto não tem apoio governamental e se sustenta com as bolsas dos alunos. E cada aluno pode pagar o que puder.”, acrescenta Sarah. Além desses valores os alunos ainda podem conseguir bolsas um pouco maiores, com a seleção que acontece duas vezes por ano.

O Espaço Versátil Ópera Brasil possui um teatro próprio juntamente com uma das maiores salas de aula e ensaio. Além de um espaço a parte para treinamentos circenses. O espaço é localizado dentro da Fundição Progresso, no Centro do Rio de Janeiro e possui direção artística de Fernando Bicudo.

O Brasil estará no Cirque du Soleil


Roberta Francalacci

O consagrado Cirque du Soleil já confirmou a criação do novo espetáculo, que deverá estrear em abril de 2009, tendo como tema o meio ambiente. Essa apresentação será a principal comemoração aos 25 anos da trupe canadense e os brasileiros poderão comemorar e se honrar por ter um pouco do Brasil representado em alto estilo por Gringo Cárdia, que ocupará a função de set designer do espetáculo.


O Cirque du Soleil tem sido descrito como um "circo moderno" cheio de histórias e performances estonteantes. Enfatizando o não uso de animais, o circo é todo baseado em atuações de artistas de várias nacionalidades. Os números sofrem influência do teatro mambembe, do próprio mundo circense, da ópera, do balé e do rock. Há contorcionismo, malabarismo, palhaços e trapezistas, todos com roupas coloridas e maquiagens elaboradas. Sempre apresentando um ar medieval e barroco.

O espetáculo começa através de um conceito criativo, geralmente com elementos de uma história central, aliada ao desenvolvimento do design do show e a seleção de um compositor para a música.

Uma das grandes características do Cirque du Soleil foi ter transformado o mundo do circo. Tornar atual algo já tão antigo. Recrutando artistas e números de circo de toda parte, faz um mix de tudo juntando seu próprio estilo.

Durante o mês de novembro o Gringo Cardia esteve no Canadá trabalhando na criação de mais um espetáculo do consagrado circo. Porém Gringo conta que não pode revelar nada do que ficou decidido. "Assinamos um contrato afirmando que todas as negociações acertadas nesse mês ficarão guardadas em segredo, é tudo confidencial. Queria muito poder contar tudo, até porque todos iriam adoram, mas realmente não posso, prometi segredo absoluto e nãp posso quebrar esse contrato", conta Gringo Cardia.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

LUSA - A essência de um Portugal ancestral

Veimires Lavôr

A exposição Lusa - A Matriz Portuguesa foi escolhida para celebrar os 18 anos de atuação do Centro Cultural do Banco do Brasil e faz parte das comemorações dos duzentos anos da fundação do Banco do Brasil e da chegada da Família Real ao País.

A mostra exibe um acervo de 147 peças em cerâmica, mármore e ouro, azulejos, objetos, esculturas e documentos garimpados em mais de 35 instituições culturais portuguesas e oferece ao visitante a oportunidade de conhecer melhor à origem e a história do povo português.

Num período que vai da Pré-História à fase das Grandes Navegações, Lusa aborda fases como a presença romana, judaica, idade média, era islâmica, cristianismo medieval e descobrimentos.

Para a estudante Cristina Franco, 19 anos, a exposição é um presente para o público carioca.“A gente tem a chance de ver peças que só teríamos acesso se fôssemos aos museus de Portugal. É uma experiência ímpar, pois aqui descobrimos e entendemos muito sobre a origem do povo que descobriu o Brasil”, revela a estudante.

A Exposição pode ser vista até o dia 10 de fevereiro.
O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Primeiro de Março, 66 - Centro.

Funcionamento: De terça-feira a domingo das 10h às 21h.
Informações pelo telefone (21) 3808-2020E-mail: ccbbrio@bb.com.br

OBS: Vou acrescentar entrevista de uma das curadoras da exposição.

II Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileira


Mariana Tavares

Idealizado por atores e admiradores da cultura afro-brasileira, o festival de música, dança, cultura será realizado entre os dias 21 e 25 de novembro, em intenção às comemorações da semana de Zumbi dos Palmares.

O festival contará com workshops, seminários, exposições de artes plásticas e fotografia, debates e espetáculos de música e dança. Para haver uma maior interação dos artistas convidados com o público, haverá também oficinas culturais, onde os artistas falarão sobre as suas origens e divulgarão seus trabalhos.

Esse ano, o festival contará com oficinas de artesanato, pintura e pintura em tecidos. Tudo isso ainda está em fase de produção, mas contará com artistas famosos como Dudu Nobre e o grupo Rio Maracatu. A assessoria do SESC Tijuca, onde o evento será realizado disse que o festival no ano passado foi um sucesso e esperam esse ano repetir a dose, mas que ainda não podem dar maiores detalhes.

O estudante Fabrício Cardoso curtiu o festival no ano passado e não perderá esse ano. Morador de Vila Isabel e fã assumido da cultura afro, o estudante quer assistir aos workshops esse ano. “Eu curto muito samba e estou tocando em um grupo de samba de raiz. Acredito que será importante assistir às palestras. Elas me acrescentarão muito não só como músico, mas como ser humano”.

Todos os espetáculos serão apresentados no SESC Tijuca e o público não paga nada para entrar. Para conferir a programação do festival, entre no site
www.festivalafro.com.br

Festival Panorama de Dança 2007

Mariana Tavares

O Festival de dança que está em seu 16° ano de exibição conta esse ano com mais e novos espaços para apresentações no Rio de Janeiro. Além de espetáculos de dança e música, esse ano o festival ainda conta com mais uma novidade. O Panorama inaugura seu projeto de ter uma videoteca.

São mais de 600 vídeos de artistas nacionais e internacionais.
O festival está rolando em vários pontos da cidade desde o dia 31 de outubro e vai até o dia 14 de novembro. Uma das assessoras do festival, Tainá Freitas, contou que o festival tem superado as expectativas de público, então para quem quiser comprar ingressos, é bom se apressar. “A cada ano que passa, o festival conta com mais novidades e atrai mais público”.

O aluno de teatro da UniverCidade, Igor Moraes não conseguiu ingressos mas ainda poderá conferir vídeos. “Agora eu vou assistir aos vídeos no SESC.” Para quem não sabe, até o dia 10 de novembro, o Espaço SESC cedeu um espaço para a exibição dos vídeos e a entrada é franca.

Tainá ainda disse que “o público poderá assistir aos vídeos quantas vezes quiser sem pagar nada por isso”. A Videoteca Panorama funciona de 10 às 17hs. A dançarina e advogada Vivian Chagas não perde uma edição do festival. “O bom do festival é que dá para aprender muita coisa. Os workshops são ótimos e têm excelentes profissionais”.

O festival inclui quatro capitais, sendo duas da região sudeste. Os quatro festivais têm uma política de ingressos populares e enorme interação com espaços públicos. A expectativa de público nos festivais é de 60 mil pessoas. Para conferir a programação, entre no site www.panoramafestival.com.br. Vale a pena conferir.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sessões de cinema nacional custam R$ 2,00 hoje

Vanessa Nahmias

Amantes do cinema brasileiro, corram para o cinema! Nesta segunda-feira os ingressos para filmes brasileiros nas salas da rede Cinemark custarão R$ 2,00.

O Projeta Brasil viabiliza esta iniciativa anualmente, com o papel de divulgar e incentivar o cinema brasileiro. A renda arrecadada durante as exibições é revertida para o desenvolvimento das produções nacionais e para os festivais de cinema do Rio e de Gramado, além de viabilizar prêmios para os curtas e longas metragens nacionais.
O evento, em sua oitava edição, traz recentes produções nacionais lançadas entre novembro de 2006 e outubro de 2007. Entre os filmes que serão exibidos este ano estão “Tropa de Elite”, de José Padilha”, "Saneamento Básico", de Jorge Furtado, “ Ó Pai Ó”, de Monique Gardenberg, “Antonia”, de Tata Amaral, “A Grande Família”, de Maurício Farias, “Pro dia Nascer Feliz”, de João Jardim, “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia, “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton, “Cidade dos Homens”, de Paulo Morelli, “Proibido Proibir”, de Jorge Duràn e outros como "Turma da Monica - Uma Aventura no Tempo", de Maurício de Souza.

No ano passado, o projeto atraiu cerca de 180 mil pessoas para o cinema. Segundo o presidente da rede Cinemark, Marcelo Bertini, a iniciativa do Projeta Brasil concretiza o compromisso assumido de apoiar o cinema brasileiro.









quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Casa nova para receber a MPB

Ricardo Corrêa


Inaugurada em setembro deste ano, a casa de shows Sacadura, na rua Sacadura Cabral, Zona Portuária da cidade, está proporcionando ao público carioca uma nova e agradável opção para ouvir música de qualidade, num ambiente aconchegante e de bom gosto.

O lugar é um mix de boate, restaurante, bar e casa de espetáculo. Embora a fachada do prédio seja antiga, o interior tem um estilo moderno e arrojado. Parte da decoração, uma espécie de asa com iluminação em volta, lembra um avião pousando. O nome da casa é uma homenagem ao aviador português que foi o primeiro a cruzar o Oceano Atlântico em direção ao Brasil. Na parede há um painel de fotografias com todas as fases da aviação.

Segundo Ricardo Rubna, sócio da casa, a escolha do lugar para se instalar se deu quando ele viu o sobrado com uma parede de pedra, do início do século passado. “Em função da revitalização, resolvemos investir aqui, como já fizeram outros empresários“, afirma Ricardo, que espera uma iniciativa da prefeitura para incentivar a área, visto que até hoje só existe promessa.

A casa que inaugurou com um show de Martin’ália, está realizando atrações variadas e de bom gosto. “A estréia foi surpreendente, a própria Martin’ália elogiou”, comenta Rubna. Já passaram por lá, Ângela Roro, Rodrigo Maranhão, Lafayette e os Tremendões, Toni Platão, entre outros. O bairro ainda abriga o Trapiche Gamboa, o Cabaré Kalesa, a Boate The Week, o Cais do Pão, dentre outras casas de entretenimento.

domingo, 21 de outubro de 2007

Tribe Music Festival

Fabio Milliet

O cenário da música eletrônica está todo voltado para o mega festival TribeMusic Festival. No sábado, dia 27 de outubro a Directa Produções trará para o Rio Centro os melhores Djs do Brasil da atualidade. Cláudio Rocha Miranda é o dono da produtora responsável pelo evento e diz estar muito contente com o atual mercado brasileiro no que diz respeito a música eletrônica. “Na última sexta fizemos um evento promocional da festa, na boate The Week, e o resultado foi muito animador. 2 mil pessoas compareceram e foi um sucesso. Esperamos um público de 15 mil pessoas no sábado - 27 de outubro – “ disse o empresário de sucesso da noite carioca.
Para comprar o ingresso para a festa Tribe, basta entrar no site: http://www.directa.art.br/ e conferir aonde são os pontos de venda.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Circo Voador inaugura espaço cultural

Thais Thimoteo

No dia 10 deste mês, foi inaugurado o novo espaço de educação e cultura do Centro, o MEC Lapa - Movimento de Educação e Cultura. O projeto foi idealizado pelo Circo Voador, em parceria com o governo do Estado do Rio, como contrapartida social e se soma a outra ações socioculturais desenvolvidas.

A inauguração teve direito a cortejo saindo dos arcos da Lapa até o espaço MEC, que fica na Rua Joaquim Silva, 114 e contou com artistas como Falcão, do Rappa, Marcelo D2 e Chacal, padrinhos do Movimento e do Circo Voador.

A casa de cultura e educação vai oferecer cursos gratuitos de inglês, espanhol, turismo, estúdio livre e informática para jovens e adultos da Lapa e comunidades carentes ao redor, além de promover debates e cinema gratuito.
O objetivo do centro é capacitar as pessoas para o mercado de trabalho, qualificando-as.

O imóvel foi totalmente reformado com recursos próprios do Circo, e os computadores foram doados pelo SERPRO, Serviço Federal de Processamento de Dados, e a manutenção pelo Banco do Brasil.

Esta é mais uma iniciativa que vale a pena ser divulgada. Para maiores informações acesse o site do Circo Voador.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Unificação da língua portuguesa provoca discussão

Paula Braga

Em 2008 está prevista a reforma ortográfica portuguesa. O objetivo é unificar o português, conservando as variadas pronúncias nos oito países de língua portuguesa (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal). A proposta foi apresentada em 1990, mas era necessário que pelo três países confirmassem os termos, o que ocorreu somente em 2006. O português, segundo estudos, é a quinta língua mais falada no mundo e tem duas grafias oficiais. A ortografia-padrão poderá facilitar o intercâmbio cultural entre os países que falam português.

“A idéia de unificar a ortografia brasileira com a lusitana é bastante antiga. Desde que Sarney foi presidente que se cogita fazer isso. Em 1986, Antônio Houaiss propôs uma reforma, mas Portugal não quis fazê-la e o assunto morreu”, conta a professora de língua portuguesa Conceição Netto.

Entre outras mudanças propostas pela reforma, está o fim do trema, o fim dos acentos de algumas palavras como vôo, lêem, heróico, altera as regras do hífen e incorpora ao alfabeto as letras k, w e y .O assunto provoca um grande discussão por parte de especialistas e professores. Marcelo Bebiano, jornalista e professor de texto jornalístico, não acredita que a reforma aconteça: “Se querem fazer uma coisa séria, tem que ouvir primeiro os professores, os especialistas e as academias, e isso não está sendo feito, a sociedade desconhece o assunto. A educação é o problema maior do nosso país.”

Para a professora Conceição, a reforma vai causar um grande impacto editorial: “Vão ter de atualizar todos os textos já editorados, pois os fotolitos antigos não servirão mais. Isso custa dinheiro. Portugal afirma que haverá um tremendo prejuízo por parte das editoras. Concordo com eles.”, conta. E complementa que não há necessidade de modificação, pois as línguas tem vida própria: “As modificações são naturais e ocorrem lentamente. A ortografia, todavia, pode ser alterada "na marra". Eu deixaria tudo como está. No Brasil há uma imensa dificuldade para se aprender qualquer coisa relativa ao Português. Vamos torcer para a reforma dar certo, mas penso que esse furor de "corrigir a língua" pode ter desdobramentos, digamos, "desagradáveis", no futuro”.

Banda Nova, Som Novo

Paulo Sampaio

O baixista Pedro Paulo é fã dos Beatles, o guitarrista João adora o som do Pink Floyd e o vocalista Diogo prefere Legião Urbana. Consenso aqui só tem um: o bom e velho rock. Nessa profusão de gostos e acordes, o Aérobus busca inspiração para compor novas letras. E é aí que entra o desafio de toda nova banda: alcançar o sucesso com canções inéditas no disputado mundo da música. Diogo e João compõem de forma curiosa. “Muitas das músicas foram feitas pelo bate-papo no MSN, sem pensar, em cinco minutos” comenta João. Será que público aprova essa técnica? “Isso varia de cidade para cidade. Em Minas eles são mais críticos, já no Rio o pessoal entra no embalo da música facilmente” explica João.

O grupo iniciou a carreira quase sem querer. “Tornou-se verdade quando a gente começou a compor coisas próprias e vimos que havia ali, naquelas letras, coisas importantes, havia talento naquilo. Daí decidimos levar a ‘sério’, e estamos aí até hoje, com 20 anos de idade e 7 de banda” conta João, que explica ainda o significado do nome Aérobus: “Ele surgiu dentro de um ônibus, ironicamente, e quem deu foi o Pedro. Vem do espiritismo, onde aeróbus é um ônibus que leva os espíritos de um lugar até o outro”. O nome do grupo leva o acento duas letras antes, e eles explicam que a única razão na escolha do nome é sonoridade. Boa e simples para uma banda.

Conviver em uma banda não é tarefa fácil. “Acham que casamento é difícil? Imagina estar ‘casado’ há com três pessoas há 7 anos... cada um com cabeça e personalidade diferente. É uma aula de profissionalismo e paciência” explica João. Mas todos os problemas ficam pequenos, quase somem, quando eles estão no palco. “É lá que a sensação que temos nos faz acreditar que esta é a melhor profissão do mundo” comenta João, que nunca desistiu do sonho de ver a banda se tornar famosa: “Nunca deixem de acreditar, nunca. Tudo vale a pena. E qual outra profissão é melhor que ser roqueiro?”.